quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mãe


"Há outra mãe como eu que tem um filho como tu"
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É assim. Ela faz-me sempre feliz.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

PASSAGEIRO

Voou-me 1 ano.
Tipicamente os seres humanos adoram restrospectivas. Adoramos ser saudosistas, adoramos avaliar o que foi, o que é, o que podia ser, o que virá a ser, o que gostávamos que fosse, mesmo que isso seja completamente inútil.
Hoje sinto-me inútil e menos capaz, por isso hoje é um bom dia para desabafar inutilidades.
Faz um ano que estava eu a entrar para um novo mundo e precisei de um ano para falar sobre isso abertamento.
Predispus-me a ser, durantes uns tempos (pelo menos esta seria a ideia inicial...), criada do ar, empregada de mesa "glamourosa" das nuvens, psicóloga de circunstância, amiga de circunstância, engate de circunstância, amor de circunstância, mãe, irmã, filha ou neta de circunstância, superintendida em engenharia aeronáutica (porque só NÓS sabemos a que altitude vamos ou a hora a que vamos chegar, que montanha é aquela e que espécie de peixes habita naquele rio...uhhhh...), propus-me a ser modelo de mulher de circunstância ou meio de comparação com a do lado, de circunstância, claro!
E isto é ser assistente de bordo da TAP.
Nunca hospedeira, que ja é old fashion e depreciativo.
Entrei infeliz, mas com um objectivo e determinada a aproveitar as coisas que inventei que eram boas.
Descobri que a aviação é um mundo feio, aliás, o pior que encontrei (pirosas, Conchas Espírito Santo catolicenses! Voltem! Estão perdoadas!...).
Mesmo assim consegui viver mais feliz do que nunca, mas essa é outra história, que não sabemos bem como começou e não sabemos bem como acaba...
Há um ano atrás entrei infeliz, mas determinada. Deixei para trás o meu amor, a minha realização, o meu mundo que tanto gosto e tanto prazer me dava. E orgulho, acima de tudo.
Deixei de escrever, deixei de entrevistar os senhores ministros e os senhores presidentes, a minha mão deixou de aparecer na televisão e deixei de aprender. E disso sinto mesmo falta...
Na aviação ninguém aprende nada, a não ser filhas da putice. Não me interpretem mal, há muita gente boa, mas esses também não são os mais felizes nos aviões, também não suportam aquele cheiro tão característico, nem tão pouco a comida (que nem sempre é má), não suportam os problemas de autoridade e/ou falta de peso das rainhas das galleys e dos engenheiros da cocotte (que os há!).
Mas temos sorte e nós estamos em maioria. E não somos melhores ou piores, somos diferentes, somos de outro mundo e por isso sim, dou graças a Deus!
As coisas boas passam por estar de férias há um ano, ter ido a todas as exposições, museus, teatros e concertos que deu para ir, ter curtido a noite de todas as capitais europeias, ter estoirado grande parte do ordenado em presentes.
E ora! Chegámos ao ponto fulcral da questão: a sobrevivência.
Estou de férias e recebo alto ordenado por isso, que, vergonhosamente, não pus nem ponho de parte. Mas enchi o meu mundo cor-de-rosa de presentes, fiz feliz e fiz-me feliz.
Eventualmente vou ter mais juízo e vou juntar a partir de agora para poder ter casa e bébes, que era esse o objectivo. Esse não muda.
No fim o saldo é positivo, tenho sido feliz, infeliz pontualmente. Não penso na Lusa para não chorar. Não posso chorar porque, infelizmente, já sou crescida e a mãe tem estado LINDA e para quem me conhece sabe bem a importância disso!...
No fim o que importa é que a culpa é do Sócrates.
No fim o que importa é que hoje é sexta-feira 13, mas vai ser passageiro, como tudo na aviação, como tudo na vida...
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[Miss Lux, se me está a ouvir: um grande beijinho, um grande bem haja, estamos juntas e vamos vencer!!!]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Está decidido!

Hoje decidimos coisas muito importantes para o futuro, depois dos 69! Sim, que até lá vamos ser boas ´comó´ milho!!..
Presunção e água benta...

Bom:

- Nunca usaremos cabeção;
- Nunca pintaremos o cabelo daquele tom rosa ou arroxeado;
- Não vamos conduzir, mas sim ter motoristas, andar a pé ou apanhar um táxi, por uma questão de consciência social;
- Não usaremos chanatas (JAMAIS!);
- Não pintaremos as unhas de vermelho (temos até lá para o fazer...);
- Não existirá em nossas casas nem uma bolinha só de naftalina (tudo brise ou dior!!);
- Não teremos naprons espalhados pela casa ou louças inúteis (tudo minimalista, baratérrimo e ikea!!);
- Nunca apertaremos os netos contra as mamas, que aí serão maiores;
- Nunca haveremos de esbeijocar a criançada, nem encher os putos de batôn;
- Nunca haveremos de usar perfumes que cheirem a espanhola e/ou velha;
- Não adormeceremos no Califa ou Nilo, nem tão pouco em frente à televisão;
- Nunca haveremos de assistir aos programas da tarde portugueses (quanto aos da manhã, estamos safas, estaremos na hidroginástica!);
- Nunca teremos gatos (NUNCA!!), teremos maridos, já chega!;
- Não haveremos de usar maquilhagem exagerada (nem quando a tap nos exigia, quanto mais!!);
- Nunca usaremos a frase "no meu tempo blábláblá" (o nosso tempo é agora!).

E estamos dispostas a cumprir.
Tenho dito!



Got it?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Being in love


- So, what's the problem, Samuel?
Is it just Mum or is it something else, huh?
Maybe school?
Are you being bullied?
Or is it something worse?
Can you give me any clues at all?
- You really want to know?
- I really want to know.
- Even though you won't be able to help?
- Even if that's the case, yeah.
- OK. Well...truth is, actually...I'm in love.
- Sorry?
- I know I should be thinking about Mum and I am, but I'm in love. I was before she died and there's nothing I can do about it.
- Aren't you a bit young to be in love?
- No.
- Ah, well. OK, well...I'm a little relieved.
- Why?
- Because I...I thought it'd be something worse.

- Worse than the total agony of being in love?

- No, you're right.
Total agony.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ocupa Y Resiste. Barcelona.


"Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Voce foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
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Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história que alguém ja escreveu...
É por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...
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Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
E o amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Voce é a saudade que eu gosto de ter...
Só assim sinto você bem perto de mim...outra vez!
.
E esqueci de tentar te esquecer..
Resolvi te querer.. Por querer..
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenho a vontade sem nada a perder...
.
Você foi toda a felicidade...
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Voce é a saudade que eu gosto de ter...
Só assim sinto você bem perto de mim... outra vez..."
.
Canta Maria Bethânia. Canto eu por Barcelona. Canto eu em Barcelona.
Ocupa e resiste...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Natal

É ou não é quando o Homem quiser???

Venho atrasada falar destas coisas, mas mais vale tarde que nunca e ontem tinha uma surpresa no meu cacifo!
Este Natal foi diferente, este Natal não estive em casa com a família toda, este Natal quase que perdi os nosso festejos ao género cigano, mas de cariz moderno "os meus, os teus, os nossos e as ex´s"..., passei a consoada num hotel em Londres e o dia de Natal dentro de um avião. Sem bacalhau, sem os doces das avós, os berros dos putos, os resmunganços dos pais, o ressonar do avô, as conversas das tias, o desvendar dos presentes antes da hora, o café feito pelo pai (não há nada como o café português...xiça!), o quentinho da sala, a árvore feita por nós, sem "Música no Coração" ou, de há uns anos para cá, "O Amor Acontece"...

Este Natal não houve nada disso, mas sou uma gaja cheia de sorte.

Este Natal passámos a consoada num hotel em Londres, entre amigos, gargalhadas, vinho português (não há café, mas há vinho!), champagne e até bolo rei...
Passámos o dia de Natal dentro de um avião, mas por mim até podíamos estar no fim do mundo.
Este Natal não houve os doces das avós, nem "Música no Coração", mas houve "Les Visiteurs" (MÍTICO!), muitos chocolates e... o amor acontece.


Este Natal foi assim.